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Importância de Extensão Rural

 

Wandell Seixas

WANDELL SEIXAS
O Congresso Nacional acaba de criar o Dia Nacional do Extensionista Rural, instituído pela Lei nº 12.386. A comemoração será no dia 6 de dezembro. A idéia da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) é a de promover nesta data uma mobilização dos profissionais, através das Emateres em seus respectivos estados.

Hoje, os 25 mil extensionistas rurais se fazem presentes em 5.320 municípios brasileiros. Graças a eles, mais de 400 mil produtores familiares são atendidos. Com o atendimento total, que inclui médios e grandes agricultores, esse público pode chegar a 500 mil.

O sistema de extensão rural foi criado em Minas Gerais justamente no dia 6 de dezembro. O ano era o de 1948. Logo, a onda tomou conta gradual e rapidamente em todo o País.

A prática posta em andamento conquistou os produtores. A atuação do extensionista se compara ao do padre em desobriga, que existia no passado. O sucesso do sistema decorre da confiança mútua. O extensionista tem uma maneira de comunicar bastante singular e que conquista. Os resultados assim fluem mais fáceis.

Se o Brasil obtém sucessivos recordes de produção e de produtividade o extensionista tem tudo a ver. A preservação da natureza está sempre no seu embornal. O aperfeiçoamento constante dessa mão-de-obra, agregação de valores, entre outros fatores, são contribuições dadas por esse personagem da história do desenvolvimento da atividade agrícola pecuária deste País.

Mas, quem é esse profissional que muita gente da cidade ignora? Ele é um profissional de inúmeras áreas do conhecimento – engenheiros agrônomos, médicos veterinários, assistentes sociais, engenheiros florestais, jornalistas, entre outros. São essas figuras que de forma informal proporciona educação no campo. São eles que desenvolvem processos de gestão, produção, beneficiamento e comercialização das atividades e dos serviços agropecuários. Atualmente, o grande foco é o da agricultura familiar.

Em Goiás, dois nomes despontam no cenário extensionista pioneiro: Vicente Benjamim de Albuquerque e Josias Luiz Guimarães. Os dois propiciam livros e grandes documentários. A eles temos que nos curvar e agradecer pelos destinos da agropecuária no Centro-Oeste.

Tudo começou com a criação da Acar (Associação de Crédito e Assistência Rural), inspirada pela Fundação Rockfeller, pelo então presidente Jânio Quadros, em maio de 1961.

O sistema se deslanchou de tal maneira que houve necessidade de transformar a Acar em Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural. A dinâmica resultou na Emater em todos os Estados.

O governo entendeu por bem criar a Embrater, com o objetivo de coordenar todo o sistema brasileiro, com sede em Brasília. Infelizmente, o presidente Fernando Collor de Mello extinguiu a empresa num de seus atos de loucura. Vicente Benjamim de Albuquerque chegou a ser um dos seus diretores técnicos.

A recriação da Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater) vem sendo defendida atualmente no Congresso Nacional. É, sem dúvida, de importância vital para o desenvolvimento da atividade agropecuária nacional. Pela instituição, os recursos podem ser distribuídos melhor e canalizados às Emateres e, conseqüentemente, aos agricultores e pecuaristas.

WANDELL SEIXAS é jornalista voltado para o agro, bachaarel em Direito e Economia (inconcluso), bolsista na área de cooperativismo agropecuário em Israel, assessor de Imprensa na Emater e autor do livro O AGRONEGóCIO PASSA PELO CENTRO-OESTE.

wandell@terra.com.br

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