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Produtores aprendem como usar agrotóxico

Embalagens vazias de agrotóxicos

Os produtores de Goianápolis, considerada a capital do tomate, tiveram a oportunidade, hoje, 22, de reforçar seus conhecimentos sobre o uso correto do agrotóxico e o destino que cabe às suas embalagens. As informações nesse sentido foram transmitidas numa palestra – Destino Correto das Embalagens Vazias de Agrotóxicos na APA do Ribeirão João Leite – proferida pelo coordenador do Programa de Agrotóxicos da Agrodefesa, José de Souza Reis Filho, no pátio da Feira Coberta da cidade de Goianápolis, a 35 km de Goiânia. Esse trabalho é desenvolvido em conjunto pelas prefeituras de Nerópolis, Terezópolis e Goianápolis, Sebrae, Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), Sebrae e Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).

Ao abrir o evento, o secretário do Meio Ambiente de Goianápolis, Pedro Ricardo, discorreu sobre os esforços postos em prática pelo Consórcio da APA do João Leite, que compõe a bacia dos recursos hídricos da Grande Goiânia, que compõe uma população de cerca de dois milhões de habitantes e de um rio que abastece também a Capital de Goiás. Pedro Ricardo teceu considerações sobre a necessidade de manter esse manancial livre de resíduos de agrotóxicos oriundos das atividades agropecuárias da região. Ele lembrou inclusive que os cantores sertanejos Leandro e Leonardo são oriundos do município, onde colheram tomate do tipo salada.

“Atribui-se a morte precoce de Leandro, que contraiu um câncer, à presença do agrotóxico no combate às pragas do tomate em seu trabalho cotidiano”, referiu-se procurando chamar a atenção dos produtores para os cuidados com o uso desses produtos em suas plantações.

Emiliano de Godói, representante do Sebrae-Goiás, lembrou aos presentes que Goianápolis apresenta grande visibilidade nesta questão ambiental por ser a terra da dupla Leandro e Leonardo, que foram catadores de tomate no município e depois se projetou na música sertaneja e também por ser considerada a “capital do tomate”. Considera a região “importante e vulnerável com a Área de Proteção Ambiental (APA) do Ribeirão João Leite”.

Odimar Morais, gerente regional da Emater Rio das Antas, demonstrou sua satisfação com a participativa presença de produtores jovens no evento e sua preocupação com o meio ambiente. Fez questão de mostrar a importância do tomate salada na economia de Goianápolis e reafirmou a “importância do recolhimento e destinação correta das embalagens usadas de agrotóxicos”. Disse que com essa medida, o “povo da região preserva a sua saúde”.

Oriçanga de Bastos Júnior, engenheiro agrônomo da Emater em Teresópolis de Goiás, fez questão de dizer que os escritórios locais e regionais da Emater, além da sede central em Goiânia, estão à disposição do público para maiores informações.

USO CORRETO, SEGURO E RESPONSÁVEL

O tema central da palestra, no entanto, ficou reservado ao engenheiro agrônomo MSC José de Souza Reis Filho, da Agrodefesa. Reis Filho apresentou um pouco de emoção em sua palestra ao revelar aos presentes que fez seus estudos de Mestrado em 2002, em Goianápolis. Os seus trabalhos acadêmicos se desenvolveram na área ambiental, onde sobressaiu o uso do agrotóxico nas plantações. Deu ênfase ao tomate do tipo salada, uma das bases econômicas do Município, que fica no eixo rodoviário entre Goiânia e Brasília.

Em sua opinião, a aplicação do agrotóxico deve ocorrer apenas em caso de necessidade. Ante a presença, por exemplo, de pragas. Com isso, o produtor estará contribuindo para preservar a sua e a saúde da população. Segundo ele, são comuns as doenças respiratórias e de câncer em decorrência dos agrotóxicos. Enfatizou que “nem as indústrias querem prejudicar ninguém, mesmo porque as consequências do mau uso constituem contrapropaganda do produto”.

José Reis referiu-se às legislações pertinentes, onde sobressaem a 7802, de 11/07/1989 e 9974, de 6/06/2000 do governo federal e a lei 12280, de 24.91.94, do governo do Estado de Goiás. Segundo ele, a atualização dessas leis “é uma necessidade”, porque muita coisa se defasou ao longo do tempo. Deu ainda alguns ensinamentos práticos para o combate às pragas na lavoura, entre elas o planejamento de cultivo e barreiras de contenção. A orientação técnica é sempre necessária, conforme insistiu, lembrando que o pessoal dos escritórios da Emater está sempre disponível. Caso contrário, a procura do agrônomo privado é necessária.

A devolução de embalagens é obrigatória. O transporte dessas embalagens carece ainda de cuidados especiais. Nunca dentro da cabine onde estão o motorista e passageiros. Sempre na carroceria e bem acondicionada. Na propriedade rural, o agrotóxico deve ser guardado num depósito especial, distante de crianças. Mostrou fotos em que o produto estava bastante próximo de refrigerante, comida ou em cima de geladeira. “Nada disso, minha gente”, referiu-se numa contingência de “que todo cuidado é pouco”.

Os cuidados no manuseio também mereceram sua atenção. Discorreu sobre a necessidade do uso de roupa adequada, como bota, avental, máscara, viseira, boné de árabe, luva, como regra geral no processo de aplicação de agrotóxico na lavoura. A pulverização é arriscada com o vento. A receita deve ser observada. Os cuidados pessoais precisam ser seguidos à risca para evitar possíveis contaminações. O banho completo do corpo após essas operações é recomenda por quem entende do ramo. A pessoa contaminada, segundo ele, precisa tomar bastante água, procurar imediatamente o médico e apresentar a ele a bula do agrotóxico. Enfim, todo cuidado é pouco.

Assessoria de Imprensa da Emater

 

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