Práticas preventivas e controle biológico são medidas mais eficazes contra doenças causadas por nematoides, explica pesquisadora da Emater

Coordenadora do Laboratório de Fitopatologia e Sementes, Taís Ferreira de Almeida participou de palestra transmitida pelo #EmaterAOVIVO, programa semanal de lives da instituição

Organismos abundantes nos solos, os nematoides podem causar doenças nas plantações e impactar negativamente a produção da agricultura familiar. Em Goiás, algumas ocorrências já estão sendo pesquisadas e as práticas preventivas e o controle biológico têm se mostrado maneiras efetivas de combate ao problema, conforme apontou a especialista da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), Tais Ferreira de Almeida, durante live transmitida nesta quarta-feira (26), no canal da instituição no YouTube.

A profissional, que coordena o Laboratório de Fitopatologia e Sementes da Emater, apresentou as principais características dos nematoides. São cerca de duas mil espécies de  fitoparasitas descritas. Esses animais têm tamanho reduzido, são vermiformes e polígafos, ou seja, ingerem uma ampla variedade de fontes alimentares.

Segundo a pesquisadora, os vermes podem se instalar em diversas culturas, como alface, algodão, batata, café, cacau, cebola, cenoura, feijão e soja. Uma vez infectadas, as plantas podem apresentar quedas, nanismo, podridão em suas estruturas e deixar de produzir de forma significativa. Isso porque os fitonematoides são vetores de patógenos que degradam o sistema radicular do vegetal afetado, alterando sua fisiologia, o que faz com que a raiz não desempenhe seu papel normalmente.

Além disso, conforme a palestrante, os parasitas são facilitadores de infecções, abrindo portas para que outros agentes patogênicos colonizem o sistema radicular das plantas. Também pode acontecer transmissão de vírus, menos comum, mas já existem relatos de ocorrência na cultura do tomate.

Cuidados

“Como temos um país continental, com alta movimentação, viagens e transportes são facilitadores para que espécies  de nematoides cheguem ao nosso Estado”, atentou Tais Ferreira. Ela explicou que se um material for retirado de uma área de cultivo que contenha os organismos e levado para outra área, provavelmente o local de destino também será infectado.

Para evitar que isso aconteça, é preciso adotar uma série de práticas, como higienização das plantas e dos equipamentos que transitam pelas lavouras. No entanto, é possível prevenir infestações realizando a rotação de culturas e optando por variedades melhoradas, que apresentam maior resistência a pragas e doenças.

Durante o webnário, a pesquisadora esclareceu ainda que existem poucos produtos de combate a doenças causadas por nematoides disponíveis no mercado. “A parte mais eficiente para manejo é o controle biológico, colonizar e eliminar os nematoides por meio da ação de fungos e bactérias”, disse.

Em Goiás, a Emater já tem executado ações dentro dessa linha de pesquisa, em parceria com o Instituto Federal Goiano (IFGoiano). As instituições fizeram o levantamento de fitonematoides associados às principais fruteiras do Estado: abacaxi, banana, citrus, jabuticaba e uva. Além disso, a Agência Goiana desenvolve pesquisa com cultura de tecidos vegetais, que consiste na multiplicação de mudas de plantas saudáveis, livres de doenças e pragas.

#EmaterAOVIVO

O #EmaterAOVIVO é o programa semanal de lives exibido pelo canal da Emater no Youtube, sempre às quartas-feiras, a partir das 14 horas. O quadro conta em sua programação com palestras e debates sobre temas de interesse da agricultura familiar e demais envolvidos pelo segmento.


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